Kurt Kraut

batendo tambor com o Ubuntu

Blog em novo endereço

Aloha,

Estou mudando meu blog de endereço. Agora ele passará a ficar em www.kurtkraut.net/blog. Atualizem seus feeds também para http://www.kurtkraut.net/blog/index.php/feed/.

Estão em estágio embrionário reviews sobre a operadora Claro, roteador WRTP54G da LinkSys e o serviço EmailFax.com.br. Aguardem :D

September 8, 2007 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

O erro é mais didático que o acerto, Andréa

Depois que o jornal Estadão cantou de galo sobre a blogosfera tentando semear no público uma desconfiança sobre a inteligência coletiva disseminada pela internet, ficou claro e documentado que a mídia tradicional não consegue compreender os rumos que a atualidade tem apontado na criação, gestão e disseminação da informação além do olhar preconceituoso e pueril que esses veículos lançam sobre estes rumos.

Nessa semana, um artigo publicado no caderno de educação do jornal Folha de São Paulo (em sua versão online) as 12h40min do dia 25/08/2007 confirma o que eu percebia dando palestras em faculdades: a academia, com sua cultura tradicional e erudita é incapaz de compreender o momento da tecnologia da informação que vivemos agora e já começa a tentar defender seus meios e hábitos como um menino arredio. Nesse artigo, sobre o uso de editores de texto em computadores, Andréa Jotta Nolf, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP é entrevistada:

Quem faz texto no Word, por exemplo, tem tudo corrigido automaticamente.” Dessa forma, diz ela, o estudante deixa de prestar atenção em regras básicas da ortografia. “A solução é que as escolas peçam alguns trabalhos escritos à mão, pelo menos nas séries iniciais“, afirma Andréa.

Não. O erro é mais didático que o acerto, Andréa. Quando uma pessoa escreve uma palavra de ortografia incorreta, o computador não corrige o erro magicamente. O usuário é alertado por um grifo pontilhado e vermelho abaixo da palavra e quando se clica com o botão direito sobre ela, o editor sugere uma listas de palavras que parecem a ele mais adequadas para o contexto. Ao ser obrigado a interagir com o programa e selecionar uma palavra mais adequada, o aluno estará aprendendo qual é a ortografia correta da palavra que por impulso ou hábito fonético ele escreveu errado. E mais, algumas palavras que não eram do conhecimento do aluno podem ser exibidas nesta lista, enriquecendo o vocabulário. Essas oportunidades de aprendizagem só acontecem com um editor de texto, dificilmente ocorreriam em meios tradicionais.

De fato, nas séries iniciais é necessário que o letramento ocorra de forma manuscrita. Mas, assim que a criança desenvolver a coordenação motora fina suficiente para que sua expressão escrita seja inteligível a outras pessoas, ela pode ser submetida ao uso de um editor de texto ou a um computador como um todo sem qualquer tipo de prejuízo. Muito pelo contrário, as oportunidades são ampliadas quando esse tipo de prática é feita, como discuti anteriormente. Oportunidades que são facilmente percebidas quando se experimenta uma ferramenta antes de emitir um parecer sobre o uso dela a um jornal em nome de um núcleo de pesquisas de psicologia em informática.

Também não posso deixar de registrar meu desconforto ao ver que o uso de uma marca registrada de um produto é utilizado como sinônimo de editor de texto. É uma boa oportunidade de lembrar que o Word não é a única forma de se escrever, editar e imprimir textos em um computador. As outras alternativas são, do ponto de vista técnico, muito superiores a ele. Recomendo conhecê-las.

Fica aqui o sinal de alerta para a comunidade acadêmica: baixem as armas. Tentem estudar e usufruir do que a tecnologia da informação tem de melhor para ajudar o desenvolvimento do conhecimento. Se a academia continuar apegada aos seus vícios e tradições, ficará à margem das práticas sociais mediadas em ambientes virtuais e por tabela aquém do bendito ‘mercado de trabalho‘ que todo universitário quer atender.

 

por Kurt Kraut

August 28, 2007 Posted by | Planetas | 12 Comments

Metalink: downloads aos saltos

Enquanto a natureza não dá saltos, me parece que a internet vive dando os seus. E mais precisamente dois saltos: os de informação e de organização. Lá no início da década de 90, quando as conexões eram discadas e os sites tinham apenas umas duas imagens e fundo cinza, a internet começou a ser povoada em um salto por informações mas com uma grande dificuldade: só era possível acessar um site se você já soubesse o endereço dele. Surgiram então os primeiros catálogos de sites, onde os seus mantenedores declaravam sua existência aos organizadores do catálogo e sites como o brasileiro cade.com.br apareceram, construindo um salto de organização.

Até que de catálogo em catálogo, eram tantos que era difícil escolher por qual procurar. Outro revés era a raridade de se obter informações atualizadas, já que elas dependiam de uma ação ativa do mantenedor do site catalogado. Tivemos então o salto de informações nesses catálogos e tudo tornou a ficar mais confuso. Como cada salto de informação exige posteriormente um salto de organização, o salto subseqüente foi o advento dos web crawlers, os tais sites de busca que sozinhos varrem a internet em busca de dados e os organizam em uma página de resultados. Advento esse que atingiu seu ápice na atualidade com a multimilionária Google.

É possível aplicar essa lógica de saltos para as mais diversas áreas da internet. Mas, o que gostaria de tratar aqui hoje são os saltos dos downloads. De início, eram de forma centralizada: um determinado site hospedava arquivos de acordo com a escolha de seus criadores e disponibilizava os links para download. Dentre vários saltos, destaco o surgimento das redes P2P, que permitiram que qualquer internauta também distribuísse conteúdo, não apenas os detentores de sites na internet. Mas depois da febre e o desmonte do Napster, uma série de programas e redes de transferência de arquivos surgiram promovendo uma intensa fragmentação e desorganização. Numa mesma rede tínhamos várias cópias do mesmo arquivo, algumas com mais fontes para download, outras com menos… até algumas cópias falsas, com vírus e outras pragas.

Isso pedia por um salto de organização… e esse salto veio com os torrents. Agora ficou mais fácil dar validade e identificar um arquivo (ou o conjunto deles) para download. Com a troca do arquivo .torrent, que contém as informações sobre como localizar um arquivo para download, várias pessoas poderiam baixar com consciência e controle o mesmíssimo arquivo através da lógica P2P. Esse salto de organização, juntamente com a massificação da banda larga, eclodiu a troca de conteúdo multimídia na internet (muitas vezes de forma ilícita), o que rende até hoje lutas judiciais contra sites indexadores de torrents.

Mas os torrents já estão sofrendo um salto de informação. São inúmeros os sites para buscar torrents e fica difícil dentre eles distinguir os arquivos em duplicata que nos interessam. Outro fator que vem a atrapalhar é a cada vez mais popular prática dos provedores de acesso à internet de diminuir a velocidade dos torrents, o que aparentemente já acontece no Brasil em algumas regiões atendidas pelo Virtua. Skavurzka !

 

Eis que os apresento um senhor salto de organização: o metalink. A lógica é bem parecida com o torrent: um arquivo bem pequeno que contém as informações sobre como baixar o(s) arquivo(s) desejado(s). Mas o prefixo ‘meta’ já denuncia: esse arquivinho agrega informações sobre como efetuar o download de um mesmo arquivo nas mais diversas fontes: HTTP, FTP, torrent (P2P) e ed2k (P2P). Ele reune as formas centralizadas e descentralizadas de transmissão de arquivos. É basicamente a reunião das outras formas existentes de download de arquivos numa só.

Imaginemos o download de uma ISO do Ubuntu. Este mesmíssimo arquivo com seus mais de 600MiB está em dezenas de mirrors HTTP e FTP pelo mundo, em redes do eMule/aMule e certamente em torrents. Através do metalink, você poderá receber pedacinhos desta ISO vinda de todas essas fontes, balanceando a carga entre elas e obviamente atingindo um maior teto de velocidade.

Já existem implementações do metalink para as plataformas Windows, Linux e Mac. Com destaque para o Windows, onde essa tecnologia foi aderida nos populares ‘gerenciadores de download’, como o GetRight e FlashGot. Os criadores do metalink solicitam ajuda dos usuários que gostarem da lógica do sistema para solicitarem aos desenvolvedores do Firefox, Opera, wget, cURL e até do Ubuntu para que incorporem o metalink em seus produtos e o utilize como meio de distribuição. De acordo com site metalinker.org, destes, apenas o wget já possui um planejamento para a compatibilidade com o metalink.

Falando em Ubuntu, na plataforma Launchpad já foi levantado o uso do metalink pela distribuição mas ainda falta um maior apoio da comunidade pela sua implementação. O que é bem simples, já que não há a necessidade de rodar alguma aplicação server-side como os trackers dos torrents pois o metalink utiliza os trackers já existentes no mundo para sua conectividade com a rede torrent.

Sites de downloads devem se beneficiar muito com esta tecnologia. João Pinto, desenvolvedor do site de downloads de programas para Ubuntu getdeb.net me revelou hoje que planeja, no futuro, oferecer o metalink como forma de download dos programas disponibilizados no site. Os cerca de 100GiB trafegados por dia atualmente no site são dividos entre 4 mirrors de grupos de apoio ao Software Livre. Com o metalink, os usuários que fazem os downloads poderiam contribuir cedendo sua banda para upload, equilibrando a equação.

Alguns sistemas operacionais livres já estão sendo distribuídos de forma oficial ou não oficial por metalinks, como Linux Mint, OpenSUSE, TrueBSD, GoboLinux, PC-BSD e a lista segue. Sugiro que atendamos ao pedido do pessoal do metalink e comecemos a divulgar em nossas comunidades o uso dessa ferramenta.

 

Abraços,

 

Kurt Kraut

June 10, 2007 Posted by | Planetas | 8 Comments

FISL: Texto Livre

Aloha,

Faço um convite a toda comunidade que estiver no FISL 8.0 a assistir a minha apresentação (juntamente com o Leonardo Amaral e Daniervelin Renata) sobre o projeto TextoLivre – www.textolivre.org

Esse projeto oriundo da UFMG (com participação da USP e futuramente mais universidades), coloca o Software Livre nas atividades acadêmicas. É em essência um projeto de documentação onde as comunidades de distribuições Linux, outros sistemas ou Softwares Livres solicitam ao projeto Texto Livre que documentações, programas e outros materiais textuais sejam revisados, traduzidos ou testados pelos alunos ligados ao projeto. Estão atuando ou já atuaram no projeto alunos do curso de Letras, Biblioteconomia e Ciência da Computação, expansível a outros cursos também.

Se a sua distribuição favorita está carecendo de uma revisada na documentação ou seu software livre favorito não está apenas em português, o Texto Livre está oferecendo peopleware, mão-de-obra acadêmica para a produção destes textos com qualidade em Software Livre.

O projeto é uma via de mão dupla: é por a produção acadêmica a serviço da sociedade, a disposição do Software Livre e da inclusão digital como também capacitar os alunos engajados no projeto para o uso do Software Livre em suas pesquisas e cotidiano.

A palestra sobre o projeto será feita no dia 13/04, as 18h na sala Haskell dentro do evento. Para quem não estiver em Porto Alegre e participando do evento, haverá transmissão ao vivo pelo site da TV Software Livre. Recomendo muito a palestra a professores, funcionários e alunos de universidades que pretendem incluir o Software Livre nas atividades acadêmicas.

O portal Under-linux.org abraçou a causa do Texto Livre desde o início e tem sido o principal vetor de nossas publicações. Além da palestra, contaremos com um grupo de usuário no evento juntamente com o portal Under-linux. Receberemos todos os interessados para uma boa conversa e até firmar acordos de cooperação entre a comunidade acadêmica e a comunidade.

Espero vocês lá !

Abraços,

Kurt Kraut

April 10, 2007 Posted by | Planetas | 1 Comment

Abaixo a ditadura do azul

Screenshot do Edgy

Ó ceus, será que apenas eu gosto do look laranja-cítrico do Ubuntu ? Todo screenshot de um desktop em uso que vejo por aí fazem questão de depenar o Ubuntu Vitamina C em tons de cinza e azul, arght. Parece uma Síndrome de Henry Ford: ‘Você terá o sistema da cor que quiser, contanto que ele seja azul‘.

Parabéns ao pessoal do Debian-BR-CDD pelo verde-esperança.

January 22, 2007 Posted by | Planetas | 9 Comments

HD da mãe Joana

Computadores apesar de parecerem os detentores da organização são incrivelmente propensos a se desordenarem. Na verdade, a culpa é nossa. Somos nós que colocamos cabos ao leo e arquivos a propria sorte. Se já era difícil manter meu HD em ordem quando minha conexão era de apenas 1mb, agora com 4Mb/s essa missão tem sido impossível. Tudo que vou recebendo via IRC, IM, e-mail, ftp ou baixo manualmente vai se amontoando em algumas pastas até se tornar um volume incompreensível de arquivos onde se acha nada.

A solução que encontrei foi de autosabotagem, inspirada numa dieta estranha que ouvi dizer em que você deve grudar na porta da geladeira todas as fotos de quando era magro para se lembrar que um dia você já foi daquele jeito. No meu computador, a solução foi: remover os arquivos baixados caso eu não os organize.

A lógica é bem simples: dentro da minha home tenho uma pasta chamada downloads, e nela vem pastas de cada programa que utilizo para baixar arquivos (Firefox, Gaim, Xchat etc). E lá vão se acumulando tudo o que baixo no computador. Configurei no crontab, um agendador de tarefas, para que semanalmente exclua TODO o conteúdo destas pastas. Como a remoção pode acontecer a qualquer momento, desde daqui a 15min até daqui a 7 dias, sou obrigado a assim que baixar algo, descompactar ou dar o devido tratamento e salvar em uma pasta específica (como musicas, imagens, designs ou documentos), devidamente classificado ou simplesmente deixar apagar-se sozinho como um PDF que baixei só para dar uma olhada.

Para isso, digitei o comando:

crontab -e

Que irá editar a minha crontab. Irá aparecer um editor de texto e a seguinte linha:

# m h dom mon dow command

Ela serve como referência e não deve ser alterada. É bem simples de entender. Esse arquivo é constituído de 6 colunas, separadas por espaço. Onde:

m – minutos (de 00 a 59)

h – horas (de 0 a 23)

dom – dia do mês (1 a 31)

dow – dia da semana (do inglês, sun mon tue wed fri sat)

command – comando a ser executado

Então caso eu queira rodar um comando a cada 15 minutos, as segundas-feiras eu teria que incluir a seguinte linha linha:

15 * * * mon comando

Mas como rodar algum comando semanalmente ? Existem alguns atalhos compreendidos pelo crontab:

@reboot – executar cada vez que o computador foi reiniciado.
@hourly – executar a cada hora
@daily
– executar diariamente
@weekly – executar semanalmente
@monthly – executar mensalmente
@yearly – executar anualmente

Eles são bastante úteis pois, caso uma tarefa esteja agendada para um horário que o computador esteja desligado, quando ele for ligado depois desse horário, a tarefa não será cumprida. Ele não registra ‘tarefas pendentes’. De acordo com Rudnicki, esses atalhos precedidos de arroba podem atuar sim como pendentes e serem executados assim que o computador for ligado.

Então, meu crontab ficaria assim:

# m h dom mon dow command
@weekly rm -rf /home/ktk/downloads/firefox/*

Há de fato algum risco na configuração que defini. Risco de imediatamente após o término da transferência ou durante de um arquivo, dele ser apagado pela infeliz coincidência do crontab entrar em ação. Por conta disso, nosso amigo Carlos Romel propôs nos comentários desse post uma solução. Um script bash que apaga somente os arquivos com mais de 7 dias de idade. Então, faz sentido adicionarmos este script com o valor @reboot. Primeiro, vamos ao código fonte do script:

#!/bin/bash
#
# Elimina os arquivos com mais de sete dias;
#
for d in /home/ktk/downloads/firefox; do

find $d -type f -mtime +7 -exec rm –force “{}” \;

#
# Removemos os diretóios vazios
#
find $d/* -type d -print0 | \
sort –zero-terminated –reverse | \
xargs –no-run-if-empty –null –max-args 1 rmdir 2> /dev/null
done

Vamos salvar este script em /home/meulogin/scripts/limpardownloads.sh. Para que esse arquivo seja interpretado como um executável, devemos digitar:

chmod +x /home/ktk/scripts/limpardownloads.sh

E adicionar no crontab:

# m h dom mon dow command
@reboot /home/ktk/scripts/limpardownloads.sh

E está tudo feito. A partir de agora, basta se policiar para organizar bem os arquivos :D Como dizem os filmes de espionagem… ‘Esta pasta se autodestruirá em 5. 4, 3, 2 1…’.

Obrigado pelos comentários. Ajudaram a estabelecer uma solução melhor.

November 19, 2006 Posted by | Planetas | 10 Comments

Fotos da Festa Edgy no Rio e Floripa

Logo depois da Festa Edgy no Rio de Janeiro tive que viajar a trabalho para uma reserva ecológica no litoral de São Paulo. Depois de charfurdar em muito manguezal e também uma picada de vespa para ganhar um terceiro cotovelo, chego em casa em farrapos para ainda em tempo postar as fotos da Festa Edgy no Rio e em Florianópolis, a pedido do BradocK.

Rio de Janeiro

Na fileira da esquerda, de cima para baixo: Ibsen, Junix, eu, Turicas

Na fileira da direita, de cima para baixo: Krysamon, Nelson, estranho, lsilva e Ricardo Pinheiro.

Florianópolis

Nosso Totem caracter�stico de todos enontros do Ubuntu em Floripa. Os cds foram distribuidos durante o evento para os participantes.José Vitor segurando a plaquinha do Raphael AzeredoRaphael Azeredo segurando a plaquinha que usou pra pegar carona com o pessoalPessoal brindando o lançamento do Edgy Eft.ConfraternizaçãoConfraternizaçãoConfraternização)Pizza ?

Em ambos os casos, as pizzas e CDs circulavam enquanto a prosa e a confraternização rolava solta. Obrigado a todos que participarem dessas festas e outras no Brasil como em Teófilo Otoni (MG) Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Joinville (SC) e Aracaju (SE).

November 5, 2006 Posted by | Planetas | 6 Comments

Festa Edgy Rio de Janeiro: MARCADA

Conforme votação aberta em http://wiki.ubuntubrasil.org/FestaEdgyRJ foram selecionados o local, data e hora para a comemoração da chegada da salamandra (Edgy Eft), a próxima versão do Ubuntu a ser lançada nessa semana. Confira os dados:

Local: Pizza & Grill Largo do Machado (ao lado do metrô)
Data: 27/10/06 (sexta-feira)

Hora: 19h

São todos bem-vindos. Quem usa Ubuntu, quem não usa, quem quer conhecer mais sobre o Software Livre e GNU e quer ter uma prosa franca ao vivo com quem usa. Tragam esposas, amantes, filhos, sogras, colegas de trabalho, todos para confraternizarmos e comemorarmos uma nova versão do Ubuntu.

O local escolhido é um rodízio de pizza bastante inusitado, com mais de 180 sabores incluindo alguns assustadores como pizza de sushi ou pizza de bobó de camarão, além é claro, de sabores tradicionais como calabresa. Também servem refrigerantes em 2L para dilatar bem o estômago e encher a pança de forma bem econômica. Afinal, dieta se começa na segunda-feira, não sexta, no dia da festa.

Espero encontrar vocês lá. Não se acanhem, ninguém se conhece bem. Colocarei CDs do ShipIt empilhados na mesa para fácil identificação. Ah, se alguém que use Fedora e OpenSUSE puder ir eu agradeço. Depois do último evento de SL que fui me interessei pelos projetos e gostaria de conhecer melhor.

Para outras cidades, verifique as datas/horas/locais de comemoração clicando aqui.

October 22, 2006 Posted by | Planetas | 4 Comments

Socializando o novo usuário

A fila é uma instituição brasileira. A qualquer lugar que se vá, corremos o risco de sermos enfileirados. Seja pela má qualidade dos serviços (públicos e privados) prestados, seja pela aglomeração das metrópoles ou pelas simples incompetência de quem está do outro lado do balcão, a única certeza é que teremos fila.

Não precisa de pedido, placa ou lei: a fila se formará sozinha. Mas como isso entrou em nosso inconsciente ? Como diria Buarque: pela educação.

Existem duas formas básicas de educar: a formal e a informal. A formal é a mais conhecida, se realiza de forma intencional e orientada. Ocorre quando um professor ensina uma matéria ou uma mãe ensina ao filho pela primeira vez a usar o microondas. São instruções passadas de forma clara e objetiva. Já a informal se dá quase que por acidente, sem intenção. Ela ocorre pelo exemplo.

Qualquer criança que acompanha os pais cotidianamente verá várias vezes filas se formarem e permanecerá nelas, em seu lugar até chegar sua vez. Quando os pais respeitam filas e levam seus filhos a elas, sem dizer qualquer palavra, passam uma forte mensagem sobre como nossa sociedade funciona e sobre como devemos nos portar em situações como aquela. E na primeira situação que a criança sozinha se ver aglomerada, irá instintivamente enfileirar-se como aprendeu informalmente.

Nossa comunidade é ineficaz em educar nessas duas formas. Formalmente, faltam documentos wikis, vídeos e podcasts sobre os valores de nossa comunidade. Sobre que liberdade é essa do ‘Software Livre’ e que comportamento se deve ter dentro da comunidade.

Quem vem do Software Proprietário tem uma série de hábitos e valores que precisam ser perdidos. Eles costumeiramente se enxergam como usuários isolados, se relacionam no máximo com a empresa que desenvolve o software e não compartilham o conhecimento. Situação diametralmente oposta a de quem usa Software Livre, que mais que um usuário, é membro de uma comunidade, se relaciona com os demais e compartilha conhecimento.

Para se relacionar com outros membros da comunidade, para socializar, é necessário uma etiqueta básica. Pune-se com rigor quem se desvia dela, assim como furar fila pode virar caso de polícia. Mas pouco se esclarece sobre o ethos e a etiqueta de nossa comunidade. Precisamos escancarar que aqui não são bem-vindos palavrões, ofensas, flame wars etc, que sempre se deve dizer a fonte e dar os devidos créditos dos materiais, usar por favor/obrigado/de nada e por aí vai. Assim nosso novo linuxer terá trânsito livre em IRC, fórums, wikis etc sem quaisquer transtornos.

Agora quanto a educação informal, temos que nos policiar. O Yuri Malheiros deu no planeta.gnulinuxbrasil.org a excelente dica do Scribes, um editor de texto para programação. Mas os mantenedores desse software fizeram uma apresentação em flash do software. Ou, por exemplo, muitos podcasts por aí sobre Software Livre que são distribuídos apenas em mp3. Não teria aí uma incoerência ? Usar o SL para falar de SL é um reforço a sua ideologia e a clara demonstração que ele atende as exigências modernas da computação. Nos falta também uma maior paciência e benevolência com os usuários que requerem suporte. Já passou da hora de abolirmos o RTFM.

Quando a educação formal e informal falham os resultados são desastrosos. Me dá asco só de lembrar de um episódio ocorrido no #ubuntu-br há algumas madrugadas atrás. Um rapaz engajado com o Ubuntu dizia que, pelo fato de seu trabalho junto a distribuição ser voluntário, ele era isento de qualquer responsabilidade ou compromisso com qualidade, de que ele faria o que quisesse quando desse na telha e ai de quem discordasse. Essa confusão dele entre ‘Software Livre’ e ‘Software de Libertinagem‘ é uma clara demonstração que houve uma falha na transmissão de valores.

Fico imaginando o que seria de nós se voluntários em hospitais, orfanatos e asilos pensassem assim. Mais que uma falha na passagem de valores de nossa comunidade para esse rapaz, é uma falha de caráter. Pelo menos entendo que é inseparável em mim a vontade de fazer as coisas bem feitas, de dar o melhor de mim pois as pessoas o merecem e mereço receber de volta o melhor delas. Esse rapaz não é caso isolado… na comunidade do Ubuntu Brasil tem sido recorrente a interpretação que o engajamento com Software Livre é fazer ‘o que quiser, se quiser, quando quiser e da forma que achar melhor‘.

Não basta abrirmos uma porta para que entrem no Software Livre. Temos que dar a cada um um lugar a mesa e munir eles da postura e etiqueta correta para que se sirvam e nos sirvam, mantendo a sustentabilidade ecológica de nossa comunidade.

October 15, 2006 Posted by | Planetas | 12 Comments

Sobre Amadeu & Neves no Jô Soares

É arriscado escrever sobre isso no calor do momento, enquanto a comunidade brasileira está incendiada por esse assunto. Mas tenho que cumprir meu dever como colunista nesse site e tentar trazer algumas questões sobre o que podemos chamar de ‘incidente trágico’, televisionado na Globo hoje.

Sérgio Amadeu e Júlio Neves são nomes auto-explicativos na comunidade brasileira e dispensam apresentação. Assim como o Jô Soares que dispensa currículo: notório castrador de entrevistas. A sensação ruim que ficou depois da entrevista (curiosamente curta) não é raridade: muitos entrevistados já sairam daquele sofá mal compreendidos e muitas vezes negativamente expostos.

Primeiramente, temos que dar os devidos descontos a situação. Estar sentado naquela primeira fileira e de repente ouvir seu nome, com a banda começando a tocar e a platéia aplaudir deve dar um revertério nas tripas de embaralhar as idéias. É difícil falar sob tamanha tensão e responsabilidade. E o tiro saiu pela culatra.

Falar sobre ‘Software Livre’ para um público que mal sabe o que é ‘Software’ é uma tarefa árdua que exige palavras bem escolhidas e na medida certa, o que é difícil quando se é sempre interrompido pelo Jô Soares. Eu já comecei a bater com a palma da mão na testa quando o Jô começou a subverter a questão do livre versus gratuito e de ter plantado a semente da desconfiança de que o SL é uma armadilha comercial, assim como os empestiantes CDs da UOL e AOL que contemplavam como brinde um contrato e uma mensalidade à pagar.

Também o Amadeu foi muito infeliz (beirando o desgraçado, com todo o respeito se for possível) com os exemplos que deu. Ao falar que a Google usa Apache, e que Apache é Software Livre, Jô Soares fez a célebre pergunta ‘Então eu posso mudar o Google ?’ que foi respondida sonoramente como um ‘não’. Para um olhar leigo, os entrevistados foram jogados em contradição.

Resumo da ópera: quem nunca tinha ouvido falar em Software Livre agora não só sabe que ele existe e pior: tem idéias obscuras sobre ele. A Schincariol sabe muito bem o que é sofrer rejeição de quem sequer atende ao ‘Experimenta ! Experimenta ! Experimenta !‘… é catastrófico.

O que deveria ter sido dito naquela entrevista é o quão tecnologicamente o Software Livre é superior e como ele é uma boa alternativa para as pessoas em casa que são reféns de vírus, instabilidade e quebra de privacidade. Enfatizar que é um movimento social, que é ganhar controle do computador, que é economia com licenças e patentes, enfim, por aí vai.

No IRC, muitos clamaram por uma nova entrevisa, por uma ‘reparação de danos‘. Garanto que isso não ocorrerá. O Programa do Jô é muito avesso a ‘revival’ de assuntos. Vão levar anos para falar em SL denovo e isso é, se forem falar denovo. Não acho que bombardear de e-mails raivos o jo@globo.com irá surtir algum efeito.

O que acho que seria produtivo é uma contra-proposta, ou uma contra-entrevista. Me disseram que a entrevista durou cerca de 14 minutos. Que tal fazermos em áudio (ou até em vídeo) uma entrevista de mesma duração, com cenário parecido, roupas parecidas, um entrevistador gordo na plena qualidade de produção Hermes & Renato, talvez até com perguntas parecidas, em que as respostas são esclarecedoras e positivas quanto ao MOVIMENTO SOCIAL (e não armadilha econômica) chamada Software Livre ?
Quanto mais cômico for o vídeo, mais temos chances de embarcar no tal do marketing viral, ao ponto de ter pessoas mandando o vídeo em anexos por forward em e-mails, nicks de MSN e outras horrendices virtuais e fazer com que nossa mensagem atinja um número de pessoas tão abrangente quanto o incidente trágico televisionado hoje.

Alguém se candidata ?

October 6, 2006 Posted by | Planetas | 54 Comments

ntfs-3g no Universe do Edgy

 

O pacote do ntfs-3g já está disponível nos repositório Universe do Edgy. Agora será bem mais simples para os usuários que ainda permanecem com dual boot ter permissão de escrita em suas partições NTFS.

O uso do ntfs-3g é bem estável e seguro a que tudo indica. Mas, não é perfeito. Vi num blog de um rapaz que fez alguns stress tests e alguns arquivos maiores que 4gb corromperam. Então fica a dica de evitar gravar arquivos nessa grandeza. Essa novidade é um passo importante pois aproxima mais o Ubuntu das soluções ‘out of the box’. Creio eu que o que falta para que o ntfs-3g entre no main e até venha junto no LiveCD é uma maturidade maior do projeto e do código fonte. Atingindo-se isso, é um sério candidato a ser incorporado no Ubuntu por padrão.

October 5, 2006 Posted by | Planetas | 7 Comments

Festa Edgy Rio de Janeiro. E a hora da salamandra !

Para quem mal se acostumou com o Dapper, prepare-se: o Edgy já está por vir. Está previsto para ser lançado dia 26 de outubro. E para não perder o costume, vamos comemorar !

Se você estiver no Rio de Janeiro na semana do dia 26 de outubro, cheque este wiki. Nele, você poderá votar numa data, hora e local de sua preferência para que os usuários Ubuntu presentes na cidade maravilhosa possam se encontrar e festejar a nossa nova versão.

Conhece ninguém ? Nem nós ! É tímido ? Todos nós somos. Todos são convidados a confraternizar independente de que distribuição use ou até sistema operacional. Que tal trazer aquele seu conhecido que está doido para experimentar o Linux mas ainda tem medo ? Ele poderá ter uma sessão particular de tira-dúvidas regada a muita cerveja :P

Para festas em outros municípios, confira esta página.

Aguardo todos vocês.

September 30, 2006 Posted by | Planetas | 8 Comments

Palestra chata ? Música alta !

Se você não acreditar em mim, tudo bem. Se eu estivesse na sua posição de leitor, também duvidaria. Mas com todo o rigor do experimentalismo científico, você pode comprovar por conta própria o que vou te contar. Está sentado ? Se não, sente. O que vou contar é de assustar (ou morrer de rir).

Na palestra ‘Gerenciando Telecentos‘ do último FISL foi disponibilizada em streaming durante o evento e recentemente os vídeos foram disponibilizados em OGG via torrent. Pois então, fui baixar o tal vídeo da palestra que não pude acompanhar online. Eis que, para minha surpresa, dou play no vídeo e minimizo a janela para ouví-la enquanto continuava com minhas tarefas.

Rapidamente notei uma música do Pearl Jam tocando. Fui procurar outro player que eu tinha esquecido aberto e quando chego na minha segunda área de trabalho… pensei: ‘Pera, mas eu não tenho músicas do Pearl Jam.’Confesso que demorei até identificar a origem da música dada a incredulidade da origem dela: o vídeo do FISL.

Tenho dificuldade em explicar o que houve mas me parece que o indivíduo sentado na máquina que fazia a captura do vídeo da palestra estava ouvindo algumas músicas para passar o tempo na entediante palestra. A seleção de músicas é até boa: além de Pearl jam, reconheci R.E.M. e Silverchair. As músicas continuam em volume maior do que o áudio da palestra até os 16:50 de um total de 54:34 de palestra. E curiosamente a última música, Ana’s Song, foi interrompida abruptamente. Será que o rapaz se deu conta da lambança só naquela hora ?

Fica registrado aí o episódio para rir e evitar que aconteça denovo. É uma pena que um conteúdo tão importante como da palestra, importante para a inclusão digital no Brasil tenha sido abafado por uma playlist seleta. Mas, em todo caso, baixe o torrent aqui para ver e ouvir esse episódio inusitado.

September 24, 2006 Posted by | Planetas | 3 Comments

Edgy Eft não terá mais kernels p/ k7 e 686

Além dos cassetes, os k7 também serão coisa do passado. Quem tem acompanhado o desenvolvimento do Ubuntu Edgy Eft e utilizava um kernel específico para as arquiteturas k7, 686 ou amd64 já deve ter notado a presença de um linux-image-generic no lugar de seu kernel habitual.

Pois bem, em recentes benchmarks (bem simples diga-se de passagem) notaram que não havia um considerável ganho de desempenho entre um kernel 386 e outro 686 que justificasse o custo operacional de manter o kernel especial. O mesmo se verificou entre as variantes amd64-generic e amd64-xeon.

Um único teste foi realizado comparando o kernel compilado para 386 e para k7. As diferenças foram maiores do que as encontradas entre 386/686. Mas ainda assim não acharam justificável a permanência do linux-image-k7.

Sendo assim, os pacotes linux-image-generic nos desktops e o linux-image-server nos servidores irão atender os processadores das famílias 686 e k7 sem otimizações específicas para os mesmos. As variantes 64 bits como amd64-k8 ou amd64-xeon deixarão de existir e estes processadores serão atendidos por um kernel de fato compilado para 64 bits mas com o nome linux-image-generic por uma questão de simplificação. Resta aos adictos pelos kernels especiais a tarefa de compilá-los por conta própria. Outros pacotes compilados de forma especial como o mplayer, mencoder, ardour e Xen permanecem na forma que estão.
Apesar de eu concordar que mais testes são necessários, essas alterações não devem causar decréssimo notável de desempenho por parte do usuário por mais que soe de início. Portanto, nada de alardes. Mas fica o convite a todos a fazerem mais benchmarks que tragam números que talvez demonstrem que essa decisão não deveria ter sido tomada, porém, até agora nenhum surgiu nesse sentido.

O Edgy tem sim ganhos de performance, vindo de reorganizações do processo de boot, de desligamento e até do LiveCD. Além, é claro, das melhorias costumeiras das novas versões de todos os pacotes. O que deve vir a tona para próximas versões são as discussões sobre medidas mais intrusivas na melhoria de performance como preload ou o prelink.

O preload analisa os hábitos do usuário e a partir desta análise prevê quais aplicações serão abertas em seguida no sistema e já as carrega juntamente com suas dependências para acelerar a abertura mediante a solicitação do usuário.

Já o prelink faz a ligações das aplicações com suas bibliotecas e armazena estas informações que usualmente são criadas cada vez que o programa é aberto. Como haverá uma espécie de ‘cache’ para estas ligações, o processo de abertura de programas que requerem muitas bibliotecas deverá ser acelerado. Há obviamente um custo: a instalação de programas via APT passa a ser mais demorada e a interrupção do processo de prelinking pode causar a quebra do sistema ou aplicação. O Fedora e o SuSE já usam prelink por padrão em algumas aplicações específicas.

September 10, 2006 Posted by | Planetas | Comments Off

Post número 1000

Viva ! O Planeta Ubuntu Brasil chega ao milésimo post. Se vocês pudessem me ouvir, estaria com a voz embargada, pois realmente é difícil tentar sintetizar o que significa para todos nós que fazemos este site atingir esse valor. Valor emblemático pois o que realmente nos delicia é ver o prestígio que o Planeta atingiu, o centro de referência que se tornou para quem quer estar por dentro do que rola no Ubuntu.

Quero agradecer a todos nossos colunistas pelo trabalho bem feito e também aqueles que já atuaram conosco. Felizmente muitas pessoas tentam aderir ao Planeta, se tornarem colunistas.

E você, que tal juntar-se a nós ? Eu acho que nosso distinto público de 2 mil visitas diárias (aproximadamente) merece um conteúdo polido, bem escrito, argumentado e com uma análise própria do colunistas. Espírito esse que muitos não percebem e se candidatam com blogs de conteúdos repetidos, rasos ou copiados de outras fontes.

Agradecemos a vontade de colaborar de todos, mas friso que aqui se faz material próprio e de qualidade. E estou certo que muitos ao lerem esse chamado estão aptos a atenderem a essas características. Portanto, arregace as mangas, faça um blog sobre Ubuntu+Software Livre+Informática+Internet+Tecnologia, prepare uns 5 ou 10 posts e nos submeta para uma avaliação. Para mim como colunista do Planeta é um prazer estar ao lado de colaboradores brilhantes com posts muito significativos para nossa comunidade.

Bom, por enquanto é isso… deixe-me finalizar antes que eu derrube lágrimas de alegria.

Ah, e por fim, obrigado a você visitante que rotineiramente passa pelo Planeta para nos prestigiar. Esse site é para vocês.

Abraços,

Kurt Kraut

September 7, 2006 Posted by | Planetas | 4 Comments

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